segunda-feira, 30 de abril de 2012

Como Neutralizar a Violência

Como neutralizar a violência


MEU DEUS, MEU DEUS, PORQUE ME ABANDONASTE?
Mais uma vez “comemoramos” o dia espiritual da paixão e morte de Jesus e o dia profano da malhação do Judas. É a bipolaridade do ser humano: a alma e o corpo, o “mundo espiritual” e o “mundo material”. Essa data nos leva a uma reflexão sobre a violência e a solução para neutralizá-la, pelo plano divino e pelos planos humanos. Conforme narra Moisés no livro do Gênesis, estava no plano divino que Caim, homem mau, matasse Abel o preferido de Deus, mas no juizado humano a decisão seria bem diferente, Abel mataria Caim. Pediu Deus a Abraão que matasse seu próprio filho Isaque como prova de amor, mas o homem mataria os inimigos de Deus para provar esse amor. E os sacrifícios oferecidos a Deus na antiguidade? Pela vontade do homem seriam queimados na fogueira lobos ferozes, mas Deus pediu para que fossem imolados inocentes cordeiros. Estava no plano de Deus a morte de Jesus, no entanto Pilatos, julgador humano, queria matar Barrabás. No presente século, estudantes inocentes são mortos no Rio de Janeiro. Se dependesse da vontade do homem, Welington Menezes sairia pelas ruas matando bandidos e corruptos, e não crianças inocentes. Da para afirmar que essas mortes de inocentes estão no “plano de Deus”? Seria esse Deus um monstro? Pensando espiritualmente, não. Já ouvimos dizer que “violência gera a violência” e que devemos “pagar o mal com o bem”. No mundo espiritual é assim, um mal se anula com um bem e o assassinato de um bandido se paga com a morte de um inocente.

Toda nossa maldade precisa ser neutralizada. Se não for neutralizada, se acumulará, se transformando numa “consciência coletiva” (Chamada de arquétipos pelo psicanalista Carl Gustav Jung). Essa “consciência coletiva negativa latente” invade o inconsciente de seres espiritualmente fracos, sobrepondo-se à “consciência individual”. São os denominados “psicopatas” pelos analistas humanos e "endemoniados" por alguns espiritualizados. São incorporados pela “carga negativa coletiva” e impelidos espiritualmente a “descarregar”, cumprindo uma tarefa de “purificação”, alertando o povo a “endireitar os caminhos” na direção traçada pela “vontade criadora”. Cumprida a tarefa, como Judas Iscariotes, esses “agentes das nossas maldades” se autodestroem, por estarem em desarmonia com o criador. Um remédio amargo esse. O próprio Jesus disse: “Pai, se possível, afasta de mim este cálice, mas não seja feita a minha vontade (vontade humana) e sim a vossa vontade (vontade divina)”. As nossas maldades diárias constroem cobaias como Wellinghton que “melhor que nem tivesse nascido” pois diz o mestre: "Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é necessário que venham os escândalos; mas ai daquele homem por quem o escândalo vem.” Foi da “vontade do homem” linchar Wellington, mas é da “vontade de Deus” que peçamos perdão a ele. Do massacre do Realengo, nós somos os culpados. As atitudes eventuais de “ódio coletivo” deles só são neutralizadas por atitudes diárias de “amor individual” nosso. 
Eugênio Inácio Martini

Pesquisa com Células Tronco




PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO
(Como um fato ou como um valor)

-opinião pessoal-

Na polêmica questão da pesquisa com células tronco, a ciência humana diverge da sabedoria divina quanto ao “momento início da vida” no embrião. Mas, onde ou quando começa, ou acaba, a “aura da vida”? 

Pela natureza humana, os procedimentos para o surgimento de uma nova vida, exigem: 
um homem, uma mulher, um “desejo comum”. A manifestação deste “interesse comum, é uma solicitação à “essência divina” para a “entrega de uma existência humana”. A exigência do Criador, para a geração de uma nova criatura é: que a “intenção” seja “compromissada” e “fiel ao compromisso”. No desejo comum, começa uma obrigação com a vida. Um contrato que coloca os dois como “fiéis depositários” desse compromisso requisitado por eles. Uma união “descompromissada” é criticada por Jesus que observa: “aquele que olhar para uma mulher para à cobiçar, já em seu coração cometeu adultério”. Ou seja, adulterou a formula divina da criação. Fez uma solicitação fraudulenta. 

No “fato” da interrupção da progressão da vida embrionária, a questão não é “o que” ou “quem” morre (o fato), mas sim “quem” ou (o valor). O princípio da essência divina diz: “darmos a vida” (um valor positivo) e não para “tirarmos a vida” (valor negativo), por uma boa causa. Um exemplo prático é o sofrimento das “cobaias” que nos causa indignação natural como uma atitude inversa de amor, uma violência. Por essa linha de pensamento é aceitável que um cientista dê a sua vida para salvar um animal (atitude de amor), mas inaceitável que ele tire a vida de um animal (atitude de violência) para salvar a sua. Se nossa intenção é melhor o nosso mundo, o caminho é pelo “mundo dos valores” e não pelo “mundo dos fatos”. Relembrando Albert Einstein: “do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores, pois estes vêem de outra dimensão”. 

No caminho da evolução humana, uma “lei humana” em contradição com a “constituição divina” é uma involução que se desdobra fatalmente em sofrimento humano. (Ditado popular: Quando agredida a natureza não se defende, se vinga). Relembrando também Jesus: Procurai em primeiro lugar o reino de Deus e sua justiça (valor) e tudo mais (fatos) vos será dado por acréscimo. De que vale o homem ganhar o mundo inteiro (fato), se vier a perder a alma (valor)”? 

Eugênio Inácio Martini