Foi pensando nisso que Eugênio Inácio Martini, dono do Museu do Telefone, com o convite do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a I Primavera dos Museus, em 2007, surgiu a ideia do Projeto Sapinho Ecológico.
Esse projeto consiste em uma troca de pilhas e baterias por um sapinho feito de barro (argila) das paneleiras de Vitória misturado com húmus de minhoca e com uma semente de árvore nativa dentro. A iniciativa é em prol da reciclagem desses materiais, já que uma pilha, se jogada na natureza, pode contaminar até 200 litros de água ou metro quadrado de terra por 50 anos.Apenas uma empresa no País recicla pilhas e baterias, a Suzaquim, em São Paulo. A fábrica reaproveita cerca de 6 milhões de peças por ano, o que pode parecer muito, mas é menos de 1% do comercializado.
O projeto surgiu para ajudar o cidadão capixaba que deseja reciclar seu lixo tecnológico e não sabe como fazer isso. “Devido à burocracia e ao alto custo, apenas empresas conseguem dar o destino correto para esse lixo. Para reciclar uma tonelada desses produtos é preciso pagar R$990,00 , que é o valor mínimo. Para uma pilha ou uma toneladade pilhas, é preciso pagar esse valor”.
O sapo foi escolhido como mascote do projeto por estar envolto em fábulas infantis e representar a água, uma vez que os sapos estão presentes em bacias hidrográficas não poluídas. “É educativo, a criança tem uma imagem boa do sapo e em água boa tem sempre um sapo”.

